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sexta-feira, 11 de setembro de 2026 Florianópolis, Santa Catarina
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Praia da Galheta: descubra o paraíso naturista de Florianópolis

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Por Redação Diário de Floripa · 8 de junho de 2026 · Atualizado em 18 de agosto
Vista ampla da praia da Galheta em um dia ensolarado, com a vegetação verde exuberante cobrindo as encostas, a areia clara e o mar azul-turquesa com ondas suaves.

A Praia da Galheta é um dos trechos mais preservados do leste de Florianópolis, com acesso a pé, costões, vegetação nativa e uma faixa de areia que mantém a sensação de isolamento mesmo estando próxima da Praia Mole e da Barra da Lagoa.

A experiência exige planejamento. Não há uma estrutura urbana contínua na areia, as condições do mar mudam e a situação do naturismo passou por mudanças legais importantes.

Por isso, este guia reúne acesso, trilhas, segurança, preservação e o contexto atualizado para quem pretende conhecer a Galheta sem depender de informações antigas ou genéricas.

Como chegar à Praia da Galheta de forma tranquila?

O acesso à Galheta é feito a pé por trilhas e caminhos costeiros. A própria área protegida é aberta ao público e integra o Monumento Natural Municipal da Galheta, unidade de conservação que abrange a Praia da Galheta, Praia Mole, Fortaleza da Barra e outros atrativos do entorno.

A principal entrada para quem quer apenas chegar à praia parte da região da Praia Mole. O acesso costuma ser escolhido porque encurta a caminhada e mantém a Galheta relativamente próxima de estacionamento, transporte e serviços existentes no entorno da Rodovia Jornalista Manoel de Menezes.

Já quem parte da Barra da Lagoa pode transformar o deslocamento em uma caminhada mais longa, combinando a visita com trechos da Trilha da Boa Vista.

Outra opção é partir da Barra da Lagoa em Florianópolis, numa rota mais longa e indicada para quem deseja incluir mirantes e uma caminhada mais extensa. Seja qual for a escolha, o caminho faz parte da experiência e deve ser considerado no cálculo de tempo, água e horário de retorno.

Principais trilhas de acesso e nível de dificuldade

As rotas não têm o mesmo esforço. O acesso mais direto pelo lado da Praia Mole é a alternativa prática para quem pretende passar o dia na Galheta; o portal turístico de Florianópolis descreve um acesso por trilha de aproximadamente 1 km a partir da SC-406, além da possibilidade de entrada pelo costão norte da Praia Mole. Já a Trilha da Boa Vista, associada à Barra da Lagoa, é um percurso mais longo e panorâmico.

Por isso, não é recomendável usar um único tempo de caminhada como regra para todos os visitantes. Ritmo, ponto de partida, umidade do terreno, paradas e experiência em trilha mudam bastante a duração.

Para quem não conhece a região, a orientação mais segura é iniciar com luz do dia e evitar depender do celular como único recurso de orientação.

Saída pela Praia Mole vs. Barra da Lagoa

A partir da Praia Mole, o acesso é mais direto e bastante procurado por quem deseja chegar à Galheta sem transformar o deslocamento em uma trilha longa. O trajeto pode ter pedras e trechos irregulares, portanto calçado com boa aderência é mais adequado do que caminhar sem proteção.

O caminho pela Barra da Lagoa faz mais sentido para quem quer caminhar, observar o relevo e integrar a Galheta a um roteiro de trilha. Nesse caso, a caminhada deve ser tratada como atividade principal, e não apenas como um pequeno acesso entre praias.

  1. Para uma chegada mais direta, priorize o acesso pelo entorno da Praia Mole.
  2. Para uma experiência de trilha mais longa, avalie a rota a partir da Barra da Lagoa.
  3. Leve água e use calçado firme, especialmente após chuva.
  4. Planeje o retorno antes de escurecer se não conhecer o caminho.

Como planejar ida e volta sem depender da internet

Antes de iniciar a caminhada, salve o ponto de acesso e revise o caminho enquanto ainda estiver em uma área com conexão estável. Em praias cercadas por morros e vegetação, a qualidade do sinal pode variar, e depender de mapas carregados em tempo real é uma fragilidade desnecessária.

Também vale definir um horário-limite de retorno. Se a visita começar no meio da tarde, considere o tempo necessário para recolher os pertences, caminhar sem pressa e chegar à área urbana antes de perder a luz natural. Essa margem é especialmente importante após chuva, quando o terreno pode exigir mais atenção.

Quem pretende fazer a rota longa pela Barra da Lagoa deve tratar a atividade como trilha: levar água adicional, considerar o esforço acumulado e evitar começar sem saber onde pretende terminar.

Já no acesso mais curto pela Praia Mole, o erro mais comum é subestimar o terreno porque a distância parece pequena. Pedra molhada e desnível continuam exigindo cuidado mesmo em percursos curtos.

O que é importante saber sobre o naturismo na Praia da Galheta em 2026?

A Galheta é historicamente associada ao naturismo, mas a situação atual exige mais precisão do que simplesmente dizer que a prática é “permitida” ou “proibida”.

A página oficial da unidade de conservação registra que a praia foi por anos reconhecida pela prática de nudismo e informa que a antiga Lei Municipal nº 195/1997 foi revogada em 2016.

Em 2026, o processo judicial nº 5084206-42.2025.8.24.0000 acrescentou um novo elemento. Conforme o teor da decisão divulgado pela Federação Brasileira de Naturismo, a ordem de habeas corpus determinou que autoridades não realizem prisão, condução ou termo circunstanciado baseado estritamente na nudez naturista não sexual na faixa de areia e no mar da Praia da Galheta, enquanto não houver deliberação legislativa municipal sobre a matéria.

Essa decisão não equivale a uma autorização administrativa irrestrita. O próprio texto divulgado ressalva que a proteção não se estende automaticamente às trilhas, costões, áreas de vegetação, estacionamentos ou adjacências e não impede o poder público de coibir condutas criminosas ou ordenar o uso do espaço.

Naturismo, respeito e privacidade

Na prática editorial deste guia, a orientação é simples: quem visita a Galheta deve separar naturismo de qualquer comportamento sexual, respeitar a privacidade dos demais visitantes e não fotografar pessoas sem consentimento. Quem prefere permanecer de traje de banho também deve poder aproveitar o ambiente sem constrangimento.

A convivência respeitosa é mais importante do que enquadrar a praia em estereótipos. A Galheta continua atraindo públicos diferentes, desde pessoas interessadas em naturismo até caminhantes, surfistas e visitantes que procuram uma praia com acesso exclusivamente pedestre e forte presença de natureza.

O que diferencia a Praia da Galheta das demais praias de Florianópolis?

A principal diferença é a combinação de proximidade urbana com ausência de acesso direto por automóvel. Situada entre áreas muito visitadas do leste da Ilha, a Galheta continua dependente de caminhada para a chegada à faixa de areia, o que muda o perfil da visita e reduz a sensação de praia urbana.

Além disso, a praia está dentro do Monumento Natural Municipal da Galheta, unidade de conservação criada em 1990 e atualmente enquadrada na categoria de Monumento Natural.

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, a área possui 251,07 hectares e reúne Floresta Ombrófila Densa e Restinga, além de geossítios, mirantes, sítios arqueológicos e elementos ligados à pesca tradicional.

Essa condição ajuda a explicar por que a experiência na Galheta é diferente de praias com calçadão, acesso viário direto, fileiras de estabelecimentos e estrutura contínua. Para comparar o perfil da Galheta com outras opções da Ilha, vale consultar o guia de praias em Florianópolis.

Aspectos culturais e simbólicos da Galheta

A associação histórica com liberdade corporal tornou a Galheta uma referência cultural própria dentro de Florianópolis. Ao mesmo tempo, o reconhecimento oficial atual da área está fortemente ligado à conservação da paisagem, da biodiversidade, dos recursos hídricos, dos geossítios e de práticas tradicionais do entorno.

Por isso, a melhor forma de interpretar a praia hoje é como um espaço de natureza protegida com uma história social particular. Essa leitura evita reduzir a Galheta apenas ao naturismo e também evita ignorar uma característica que faz parte de sua trajetória.

Pessoa sentada em rochas grandes em primeiro plano, olhando para o mar agitado da praia da Galheta, com a paisagem montanhosa ao fundo.
As trilhas fazem parte da experiência de acesso à Praia da Galheta.

O que a categoria Monumento Natural muda para o visitante

O enquadramento como Monumento Natural ajuda a entender por que a visita não deve ser conduzida como se a Galheta fosse apenas uma praia sem infraestrutura.

A área possui objetivos formais de conservação, recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, proteção de paisagens, geossítios e recursos naturais. Isso coloca o uso público dentro de uma lógica de preservação.

Na prática, o visitante deve reduzir impacto: permanecer nos caminhos existentes, evitar atalhos, não remover elementos naturais e não transformar áreas de vegetação em extensão da faixa de areia. A ausência de grades, bilheteria ou controle de entrada não significa ausência de regras ambientais.

Essa distinção também melhora a expectativa de quem chega. A Galheta não oferece a mesma conveniência de uma praia urbana, mas justamente por isso preserva características que justificam a caminhada: paisagem menos artificializada, contato com vegetação costeira e sensação de continuidade entre praia, costão e morro.

Como evitar confundir a Galheta de Florianópolis com outras praias de mesmo nome?

Pesquisas por “Praia da Galheta” podem misturar destinos diferentes em Santa Catarina e em outros estados. Este artigo trata exclusivamente da Praia da Galheta de Florianópolis, no leste da Ilha de Santa Catarina, junto à área da Praia Mole, Fortaleza da Barra e Barra da Lagoa.

A chamada Galheta Sul ou Praia da Galheta associada à região de Laguna é outra praia e não deve ser usada para decidir rota, estacionamento, hospedagem, condições de acesso ou regras da Galheta de Floripa. O mesmo cuidado vale para resultados de busca de Galheta em Penha, Paraty e outros municípios.

Antes de seguir qualquer mapa, confira se o destino está em Florianópolis e se a rota aponta para o leste da Ilha. Essa simples validação evita boa parte da confusão causada por nomes geográficos repetidos.

Quais cuidados tomar ao visitar a Praia da Galheta?

Fazer a trilha e passar algumas horas na Praia da Galheta exige preparo e respeito ao ambiente. Como a praia não funciona como um balneário urbano com serviços permanentes na areia, é melhor planejar a visita de forma autônoma: água, proteção solar, alimento e uma forma de levar todo o próprio lixo de volta.

Outro ponto importante é a preservação ambiental. Evite retirar plantas, conchas, pedras ou qualquer elemento natural.

Não abra atalhos na vegetação e não transforme costões em áreas de circulação improvisada. A unidade de conservação existe justamente para proteger paisagens, ecossistemas, recursos naturais e patrimônio associado ao local.

Também é importante não planejar a visita contando com ambulantes, aluguel de cadeiras, sinal de celular ou pagamento por cartão. Esses serviços podem aparecer de forma ocasional em períodos de maior movimento, mas não devem ser tratados como infraestrutura garantida.

  • Leve água em quantidade compatível com o tempo de permanência e a caminhada.
  • Use protetor solar, chapéu ou outra proteção contra exposição prolongada.
  • Prefira calçado com aderência para os trechos de trilha e pedra.
  • Carregue sacola para trazer de volta embalagens e resíduos.
  • Respeite a privacidade de outros visitantes, especialmente em fotografias.
  • Evite costões molhados, atalhos e deslocamentos arriscados junto ao mar.

Como é a paisagem e o ambiente natural da Praia da Galheta?

A paisagem da Praia da Galheta combina mar aberto, faixa de areia, costões e vegetação nativa. A sensação de isolamento vem menos da distância até a cidade e mais da ausência de uma rua chegando diretamente à praia.

O cenário faz parte de uma unidade de conservação que protege Restinga e Floresta Ombrófila Densa. Por isso, a vegetação não deve ser tratada apenas como moldura para fotografias: ela integra o ecossistema protegido e ajuda a estabilizar áreas costeiras, abrigar fauna e manter a dinâmica natural do lugar.

Areia, vegetação nativa e formações rochosas

O contraste entre a areia, o verde da vegetação e as formações rochosas é um dos elementos mais marcantes da Galheta. Os costões delimitam visualmente a praia e também criam pontos de observação, mas não devem ser tratados como áreas livres de risco.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina orienta a não caminhar em costões devido ao risco de escorregamento e queda no mar. A recomendação é especialmente relevante na Galheta, onde o acesso e o socorro podem exigir deslocamentos por água ou trilha.

Fauna e flora preservadas

A fauna observada por visitantes pode variar ao longo do ano, assim como aves, insetos e pequenos animais associados aos ambientes costeiros.

Em vez de prometer determinadas espécies, o ponto mais importante é entender que o espaço integra uma área formalmente protegida e deve ser percorrido sem alimentação de animais, retirada de plantas ou perturbação deliberada da fauna.

O mar da Praia da Galheta é seguro para banho e esportes?

A Galheta é uma praia de mar aberto, portanto não existe uma condição de segurança fixa que possa ser definida apenas pela época do ano ou pela aparência da água.

Ondulação, vento, correntes e ressaca podem mudar rapidamente, e o mesmo trecho pode apresentar comportamento diferente em dias distintos.

Antes de entrar na água, consulte as condições divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

O CBMSC orienta os banhistas a observar bandeiras, evitar áreas marcadas como perigosas e reconhecer o risco das correntes de retorno. Se houver posto de guarda-vidas ativo na região visitada, siga a sinalização e as orientações locais.

Balneabilidade e condição do mar são informações diferentes. A balneabilidade trata da qualidade da água para banho e pode ser consultada no sistema oficial do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina. Já ondas, correntes, ressaca e risco de afogamento exigem avaliação das condições marítimas e da sinalização de segurança.

Como conferir mar e balneabilidade no mesmo dia

Para decidir se vale entrar na água, faça duas verificações diferentes. Primeiro, consulte a condição do mar e os alertas de segurança do CBMSC, observando ressaca, bandeiras e postos ativos.

Depois, consulte a balneabilidade no sistema do IMA para saber se existe resultado de qualidade da água disponível para a região.

Um resultado de água própria não significa que o mar esteja seguro para nadar, assim como um mar visualmente calmo não comprova qualidade sanitária.

São critérios independentes. Essa diferença é importante em qualquer praia, mas ganha peso em um local onde o visitante pode estar mais distante de estrutura e apoio imediato.

Se não houver dado específico para o ponto onde você pretende entrar, não transforme ausência de informação em sinal positivo. Use a fonte oficial como referência disponível e adote postura conservadora quando o cenário estiver incerto.

Características do mar: calmaria vs. ondas fortes

Em dias de menor ondulação, o mar pode parecer convidativo para banho e contemplação. Em outros momentos, ondas maiores, correnteza ou ressaca exigem que o visitante permaneça fora da água. Por isso, não é adequado afirmar que determinados meses garantem mar calmo.

Surf, contemplação e cuidados necessários

A praia também é frequentada por surfistas, mas experiência em outras praias não elimina os riscos locais. Para banhistas, a regra deve ser conservadora: se houver dúvida sobre corrente, profundidade, ressaca ou ausência de apoio próximo, a melhor decisão é não entrar.

Vista panorâmica da praia da Galheta em um dia nublado, mostrando a faixa de areia em formato de enseada com a vegetação e as rochas ao redor e o mar agitado.
Paisagem da Praia da Galheta com mar, vegetação nativa e formações rochosas.

A Praia da Galheta é perigosa?

Não é correto classificar a Galheta simplesmente como “segura” ou “perigosa”. O local combina riscos típicos de uma praia de mar aberto com os cuidados de uma área acessada por trilha e costões. A avaliação deve considerar o mar no dia da visita, as condições do caminho, o horário e a experiência do visitante.

Também não há base suficiente para prometer baixo risco de furto, assalto ou qualquer outro evento de segurança pública.

O fato de a praia ser isolada não transforma o local automaticamente em uma área sem ocorrências. Leve apenas o necessário, não abandone objetos e evite usar a baixa movimentação como sinônimo de proteção.

Cuidados com o mar, costões e trilhas

Após chuva, pedras, raízes e trechos de terra podem ficar mais escorregadios. Nos costões, o risco aumenta com superfície molhada e ondas que alcançam áreas aparentemente secas.

Em março de 2024, o CBMSC registrou um resgate após queda em costão na Praia da Galheta, um exemplo concreto de por que esse tipo de terreno merece cautela.

Dicas de segurança para aproveitar o passeio

Antes de ir, informe a alguém o roteiro quando estiver fazendo a caminhada por trechos menos movimentados. Mantenha bateria suficiente no celular, mas não dependa exclusivamente dele para iluminação ou orientação. Em caso de emergência, o número do Corpo de Bombeiros em Santa Catarina é 193.

Se estiver com crianças, pessoas com mobilidade reduzida ou visitantes sem familiaridade com trilhas, avalie com mais cuidado o terreno antes de iniciar. A ausência de acesso viário direto significa que uma pequena dificuldade de locomoção pode se tornar mais relevante na volta.

Quem deve avaliar o acesso com mais cautela

O fato de o acesso mais direto ser relativamente curto não significa que seja adequado a todos os perfis. Pessoas com dificuldade de equilíbrio, limitação de mobilidade, lesão recente ou pouca segurança em pedras e terreno irregular devem avaliar o caminho antes de assumir que conseguirão fazer ida e volta sem ajuda.

Famílias com crianças pequenas também precisam considerar a soma de trilha, sol, carga da mochila e tempo de permanência. O planejamento deve incluir a volta: uma criança que caminhou bem na ida pode estar cansada quando for necessário retornar.

Em caso de dúvida, conhecer a região da Praia Mole e observar o início do acesso antes de prosseguir é mais sensato do que transformar a Galheta em uma obrigação do roteiro. O objetivo do passeio é aproveitar o ambiente, não completar um percurso a qualquer custo.

Qual é o clima e a melhor época para visitar a Praia da Galheta?

A melhor época depende mais do tipo de experiência desejada do que de uma promessa de mar calmo. Verão significa dias mais longos, maior procura e temperaturas favoráveis para atividades de praia.

Outono e primavera podem oferecer períodos mais tranquilos, enquanto o inverno exige maior atenção ao frio, vento, chuva e horário reduzido de luz.

Antes de sair, confira a previsão do tempo, as condições do mar e, se o objetivo incluir banho, a balneabilidade disponível para a região. Evite transformar uma recomendação sazonal em garantia: frente fria, ressaca ou chuva intensa podem mudar completamente a conveniência da visita em qualquer mês.

Verão: mais tempo de luz e maior movimento

Durante o verão, a combinação de férias, calor e dias longos aumenta a procura pelas praias do leste da Ilha. Na Galheta, isso pode significar mais gente nos acessos e na areia, embora a necessidade de caminhar continue funcionando como um filtro natural em relação às praias com chegada direta de carro.

Outono, inverno e primavera: o que muda?

Nos meses mais frios, a praia pode interessar mais a quem deseja caminhar, observar a paisagem ou aproveitar períodos de menor movimento. Em qualquer estação, a volta deve considerar o horário do pôr do sol e a possibilidade de mudança do tempo, especialmente em trajetos por trilha.

O que fazer se o tempo mudar durante a visita

Se nuvens carregadas, vento forte, trovoadas ou aumento rápido da ondulação aparecerem durante o passeio, antecipe a saída. Em uma praia com retorno por trilha, esperar a chuva começar pode significar fazer o caminho com piso mais escorregadio e menor visibilidade.

Não procure abrigo improvisado sob árvores isoladas ou junto a costões durante tempestade. O melhor planejamento é acompanhar a previsão antes da visita e manter margem para encerrar o passeio cedo. Se a mudança for apenas de temperatura ou vento, roupas leves de proteção na mochila podem evitar desconforto sem acrescentar muito peso.

É recomendável permanecer na Praia da Galheta depois de escurecer?

Para quem não conhece bem os acessos, a opção mais prudente é organizar a volta ainda com luz natural. O ambiente não possui iluminação urbana contínua na praia e o retorno envolve trilha, pedras ou trechos de terreno irregular, dependendo da rota.

A antiga ideia de apresentar a noite na Galheta como um “luau alternativo” com fogueiras não é adequada para um guia responsável. O local integra uma unidade de conservação e não há base neste guia para recomendar fogo, acampamento improvisado, festas ou ocupação noturna de áreas de vegetação.

Se a permanência até mais tarde fizer parte do seu plano, trate a situação como uma atividade que exige autonomia: lanterna própria, rota conhecida, bateria no celular, companhia e margem de segurança para o retorno. Não use a menor circulação de pessoas como argumento para afirmar que o risco de crime é baixo.

Onde se hospedar e como planejar alimentação e estrutura perto da Praia da Galheta?

A Galheta deve ser planejada como uma praia sem estrutura fixa de apoio na faixa de areia. Hospedagem, refeições e compras fazem mais sentido na Lagoa da Conceição, Praia Mole, Barra da Lagoa e outros pontos do entorno, antes ou depois da caminhada.

Para quem pretende ficar na região e reduzir deslocamentos, o guia de hotéis na Lagoa da Conceição ajuda a comparar opções próximas do eixo que leva às praias do leste. Depois do passeio, também é possível consultar onde comer na Lagoa da Conceição sem transformar este artigo em um guia de restaurantes.

O que levar para um dia na Galheta

Como não é prudente depender de bares ou quiosques na areia, leve o necessário desde o início. Isso reduz imprevistos e evita que uma falta simples, como água, obrigue a encerrar a visita antes do previsto.

  1. Água em quantidade suficiente para caminhada e permanência.
  2. Alimentos leves e fáceis de transportar.
  3. Protetor solar, chapéu e, se necessário, roupa com proteção solar.
  4. Canga ou toalha.
  5. Sacola para todo o lixo produzido.
  6. Calçado adequado ao trecho de trilha escolhido.

Como se preparar para visitar a Praia da Galheta com conforto?

Preparar-se bem é a diferença entre um passeio tranquilo e uma visita interrompida por problemas simples. A Galheta não exige equipamento técnico de montanhismo para o acesso mais direto, mas pede autonomia compatível com uma praia sem chegada de carro e com terreno natural.

Antes de sair, escolha a rota e o horário de retorno. Se o dia estiver chuvoso, com vento forte ou previsão de ressaca, reavalie.

Para quem pretende apenas conhecer a paisagem, não é necessário entrar no mar para aproveitar a praia; caminhar, observar o entorno e permanecer na areia pode ser a melhor escolha em condições desfavoráveis.

Itens essenciais para levar no dia

Monte uma mochila pequena o suficiente para não atrapalhar a caminhada, mas completa para o tempo planejado. Evite carregar peso desnecessário e, ao mesmo tempo, não economize em água ou proteção contra o sol.

  • água;
  • protetor solar;
  • chapéu ou boné;
  • lanche leve;
  • toalha ou canga;
  • calçado com aderência;
  • sacola para resíduos;
  • celular carregado.

Cuidados com sol, trilha e preservação ambiental

O cuidado com a natureza é parte da visita. Além de não deixar lixo, mantenha-se nos caminhos consolidados, evite pisoteio desnecessário de vegetação e não faça marcações em pedras, árvores ou estruturas naturais. A conservação da Galheta depende de uso público compatível com a proteção da unidade.

O que saber antes de decidir se a Praia da Galheta combina com o seu passeio?

A Galheta combina melhor com quem aceita caminhar, levar os próprios itens e trocar parte da conveniência por um ambiente mais natural.

Quem precisa de banheiro, alimentação, acesso direto de carro ou estrutura imediata durante todo o dia pode se sentir mais confortável em outra praia e incluir a Galheta apenas em uma caminhada curta ou visita panorâmica.

Por outro lado, para quem procura uma praia do leste de Florianópolis com acesso exclusivamente pedestre, história ligada ao naturismo e integração com uma unidade de conservação, a Galheta oferece uma experiência difícil de reproduzir em balneários mais urbanizados.

  • A Praia da Galheta fica em Florianópolis e integra o Monumento Natural Municipal da Galheta.
  • O acesso é a pé, com alternativa mais direta pela Praia Mole e rotas mais longas pelo setor da Barra da Lagoa.
  • O naturismo possui contexto jurídico específico: a antiga lei municipal foi revogada e uma decisão judicial de 2026 protege, nos termos divulgados, a nudez naturista não sexual na areia e no mar, sem criar autorização administrativa ampla para outras áreas.
  • Não dependa de infraestrutura, ambulantes ou sinal de celular para planejar o dia.
  • Condições de mar, balneabilidade e segurança devem ser verificadas em fontes oficiais próximas da data da visita.
  • Costões, vegetação e trilhas exigem cuidado e respeito às regras de conservação.
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