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Oficina gratuita de escrita para mulheres que viveram violência começa no CREMV

Projeto Narrativas para Existir abre oficinas gratuitas de escrita no CREMV, na Agronômica, a partir desta segunda (19), às 14h. Inscrição é prévia.

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Por Redação Diário de Floripa · 19 de outubro de 2026
Cartaz do projeto Narrativas para Existir com as datas das oficinas de escrita criativa para mulheres no CREMV
Imagem: Narrativas para Existir/UFSC/Divulgação

Começa nesta segunda-feira (19), às 14h, uma série de oficinas gratuitas de escrita criativa para mulheres que passaram por violência doméstica em Florianópolis. Os encontros acontecem no CREMV, o centro de referência da Prefeitura que acolhe mulheres nessa situação, na Rua Delminda Silveira, 65-83, no bairro Agronômica.

A proposta faz parte do projeto Narrativas para Existir, que usa a escrita como forma de expressão e de reconstrução da própria história. A iniciativa é ligada ao Projeto Espelhos, do Departamento de Psicologia da UFSC, e tem o CREMV como parceiro.

Em quais dias e horários acontecem os encontros?

São cinco encontros presenciais, sempre na segunda-feira e com duas horas de duração, das 14h às 16h. Cada participante escolhe de quais datas quer participar:

  • 19 de outubro;
  • 26 de outubro;
  • 23 de novembro;
  • 30 de novembro;
  • 7 de dezembro.

Como se inscrever e quem pode participar das oficinas?

A participação não tem custo, mas a vaga depende de inscrição feita antes, pelo formulário divulgado pela UFSC. Não é preciso saber escrever bem nem ter frequentado o Projeto Espelhos. O material é entregue de graça, cada mulher segue o próprio ritmo e ninguém é obrigada a mostrar o que escreveu.

Segundo a idealizadora, Victoria Margarida de Liz, a ideia não é formar escritoras. O objetivo é oferecer um espaço de acolhimento, leitura e criação, em que cada participante possa contar a própria trajetória e olhar de outro jeito para o que viveu.

Por que a escrita pode ajudar quem passou por violência?

Para Patrícia Pioner Abadie, servidora da coordenadoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que atua com violência doméstica (Cevid), há vivências que a conversa sozinha não alcança. Na avaliação dela, escrever e criar ajudam a lidar com emoções e memórias difíceis e a fortalecer a autonomia.

O Projeto Espelhos é mantido pelo TJSC, pela UFSC e pela Prefeitura de Florianópolis. Além das oficinas, promove grupos de reflexão semanais e atividades de escuta para mulheres que vivem ou viveram violência dentro de casa.

Fontes

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