Fiscalização descarta 23,6 toneladas de pescados impróprios no Litoral Norte de SC
Operação do MPSC em Navegantes, Barra Velha, Balneário Camboriú e Penha descartou 23,6 toneladas de pescados impróprios. Veja o que observar ao comprar.
Uma operação de fiscalização coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) descartou cerca de 23,6 toneladas de peixes e derivados impróprios para consumo no Litoral Norte do estado. As ações foram na quarta-feira (14) e na quinta-feira (15) da semana passada, em Navegantes, Barra Velha, Balneário Camboriú e Penha.
No segundo dia, o dono de uma peixaria no bairro da Barra, em Balneário Camboriú, foi preso e levado à delegacia por causa das condições encontradas no local.
O que os fiscais encontraram em cada cidade?
Na quarta (14), foram 13 toneladas descartadas. O maior volume, perto de 7,9 toneladas, estava em uma indústria de Navegantes, com câmara fria a cerca de 13°C, quando o indicado para pescado é 4°C. Em Barra Velha, uma indústria perdeu cerca de cinco toneladas, e uma peixaria teve 230 quilos descartados por não provar a origem do produto.
Na quinta (15), o descarte somou 10,62 toneladas. Em Penha, um estabelecimento sem alvará tinha produtos vencidos e sem origem comprovada, e 10 toneladas foram inutilizadas. Na peixaria de Balneário Camboriú, foram 620 quilos, com mercadoria sem rótulo e sem nota fiscal, além de resíduos guardados junto dos alimentos.
Por que o dono da peixaria foi preso?
Segundo o MPSC, o local já tinha sido fiscalizado antes e o responsável havia recebido orientações, mas os problemas continuavam. Durante a operação, ele também coagiu uma das profissionais da equipe. Em frente, outra peixaria vistoriada estava em ordem, com temperatura correta e produtos identificados.
O que observar na hora de comprar peixe?
A promotora Aline Restel Trennepohl, que coordena a área do consumidor no MPSC, lembra que o cliente tem direito a um alimento seguro e de origem conhecida. Com base nas falhas apontadas na operação, vale conferir:
- se o produto tem rótulo com lote e validade;
- se a loja informa a origem do pescado e emite nota fiscal;
- se o peixe está bem refrigerado, em balcão ou câmara fria limpos;
- se o local tem alvará e licença sanitária à vista.
Participaram da operação a Vigilância Sanitária estadual, a Cidasc, a Secretaria de Estado da Agricultura, o serviço de inspeção da AMFRI e a Polícia Militar. Para quem gosta de comer peixe fora, o Diário reúne opções de restaurantes de frutos do mar.
Fontes
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